O acarajé da Dinha nao é a mesma coisa sem a Dinha. (nao usarei o "til" por que ele simplesmente nao existe no teclado desse computador)
O largo continua o mesmo, embora acho que mais vazio. Os bares nao mudaram, os pedintes aperfeiçoaram suas técnicas de aproximaçao e a igreja continua a mesma, sempre fechada. Aliás, nunca entrei naquela igreja. E olhe que mesmo nao sendo catolica, adoro visitar e olhar os detalhes das igrejas: os anjos tortos, a tinta pálida marcando o tempo, uma mistura de riqueza e decadência. Sinto um ar decadente nas igrejas baianas, em algumas ,pelo menos.
Enfim. A praia continua cheia de barquinhos ( barquinho esse que na festa de Yemanja enfrentei para levar uma flor a ela. viva o sincretismo baiano!) e com o enfeite de uma nova escultura viabilizada pelo "Marrom".
Mas o que me chamou atençao nisso tudo, é que o abará da Dinha, que nao é mais dela, nao e o mesmo. Tinha gosto de nada. Faltou tradiçao, faltou peso, cultura. Me pareceu produto de uma franquia, como tantas da Mc Donald´s. Já nao tem Dinha, mas seu nome continua lá para vender a promessa de um acarajé com muita história.
Todo o romance para dizer, que nao gostei do abará da ex-Dinha.
Vou ciscar em outras baianas.
quarta-feira, 28 de maio de 2008
quinta-feira, 22 de maio de 2008
Vamos falar sobre o que?
Escuridão. Alguém cruza o palco correndo. Trata-se de um teatro. As luzes de acendem. Ninguém no palco. Escuridão. Novamente alguém cruza correndo o palco. Luzes. Ninguém. Escuridão. Mais uma vez. Alguém corre. Luzes. Alguém no palco. A atriz ofegante fita a platéia. Escuridão. Luzes. Dois atores começam a desenhar no palco, com fita isolante ou qualquer coisa parecida, um quadrado. Escuridão. Luzes. A atriz esta dentro do quadrado, presa com um cabo de aço. Comporta-se como se fosse um cubo, uma jaula, uma prisão. O cabo de aço a faz flutuar, Os dois atores voltam em cena. Cumprimentam-se. A ignoram. Ela grita. Eles não escutam, ou pelo menos fingem não escutar.
A atriz começa a falar um monólogo. Não sei dizer sobre o que se trata o monólogo. Os outros dois, os atores, que podem ser duas mulheres, ou dois homens, tanto faz, fazem uma seqüência de atividades rotineiras. Quando termina o monólogo eles param. Olham-se. Não a enxergam, correm para se abraçar, invadem o quadrado e espremem-na no meio. As luzes se apagam.
Voltam as luzes. Ela está no chão deitada. Dentro do quadrado. Parece morta, ou desmaiada. Ao lado do seu quadrado vê-se outro quadrado. Existe um ator dentro dele. Ele a observa. Grita. Ela não responde nem se move. Ele cai no chão. Os olhos dela se abrem. Eles se vêm. Se fitam. Ele também tem um cabo de aço. Como uma coreografia eles lutam dentro de suas caixas. Ambos divagam sobre um assunto desconhecido até então.
...
A atriz começa a falar um monólogo. Não sei dizer sobre o que se trata o monólogo. Os outros dois, os atores, que podem ser duas mulheres, ou dois homens, tanto faz, fazem uma seqüência de atividades rotineiras. Quando termina o monólogo eles param. Olham-se. Não a enxergam, correm para se abraçar, invadem o quadrado e espremem-na no meio. As luzes se apagam.
Voltam as luzes. Ela está no chão deitada. Dentro do quadrado. Parece morta, ou desmaiada. Ao lado do seu quadrado vê-se outro quadrado. Existe um ator dentro dele. Ele a observa. Grita. Ela não responde nem se move. Ele cai no chão. Os olhos dela se abrem. Eles se vêm. Se fitam. Ele também tem um cabo de aço. Como uma coreografia eles lutam dentro de suas caixas. Ambos divagam sobre um assunto desconhecido até então.
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terça-feira, 20 de maio de 2008
A experiência artística
Hoje fui pela primeira vez ao museu Rodin. Estava programando isso há semanas, desde que vi um cartão postal divulgando a exposição presente: Eckenberger. Nunca tinha ouvido falar. Não sabia se era brasileiro, europeu, americano ou argelino. Mas as imagens do postal eram suficientemente atraentes para eu marcar esse encontro comigo mesma. Tudo que sabia é que ele trabalhava com bonecas. Basta.
Dia jururu. Sabe quando você acorda e se arrepende de ter levantado da cama? Assim ia meu dia, até que finalmente criei coragem e fui ao encontro com o Eckenberger. Já na entrada no Museu fiquei encantada com o jardim. (Vou casar no jardim do museu! Pretendentes se escalem!) Poucos passos a frente encontro o esposo de uma prima e seus dois filhinhos brincando. Cena linda: jardim lindo, crianças brincando, tava me sentindo num filme europeu...rs.. é que filme europeu tem esa temática...rs Enfim. Descubro onde é a entrada para a exposição e logo na porta um aviso: Não recomendado para menores de 18 anos. Não dei muita importância. Entrei.
A primeira sensação foi de puro contemplar estético. Falo sério. Sabe quando você percebe uma coisa realmente bonita? Tive essa sensação, mesmo se ao longo da exposição eu não tenha gosyado de tudo. Mas essa primeira sala, quero falar sobre ela. Ao meu lado esquerdo tinha uma gravura em preto e branco de bonecas. Várias bonecas. Não entendi o porque do não recomendado para menores de idade. Comecei a olhar com mais atenção as bonecas e fui percebendo que elas se relacionavam de forma sexual. As bonecas sempre nuas (uso bonecas para homem e mulheres) e muitas vezes em atos sexuais. Agora eu entendi por que era para indicado para maiores de 18 anos: Será que as duas criancinhas tinham entrado na amostra?????
Fiquei na curiosidade. O Eckenberger é um argentino que mora aqui em Salvador e que trabalha com milhares de técnicas. Esculturas, cerâmica, tecido, gravuras, pinturas... O que mais me encatou, semrpe com a temática das bonecas pervertidas foram os tapetes em tecido. Lindo! um ar de teatro decadente. Um mistério, uma felicidade por de trás daquelas bonecas. As cores vivas, os diferente tecidos. Uma idéia de diversão. Diversão decadente. Um pouco como a burguesia. Era sobre isso que ele falava.
Enfim. A experiência estética. Peguei uma disciplina na faculdade sobre esse tema. Dizia que cria uma sensação de perda de tempo e um estado de "transe". Muito interessante por que exemplificava essas situações através de pinturas realistas, como a Monalisa, onde a simetria, a estética eram perfeitas. Não acho que podemos explicar essa situação dessa forma. Nem dizer que a Monalisa provoca isso em todos. Eu mesma, prefiro o estranho. Não gosto de pinturas realistas. Gosto dos irreverentes, dos coloridos, dos sonhadores. Gosto do Miró. Gosto do Gaudí. Gosto muito do Hundertwasser (porcurem sobre ele, vale a pena!). E agora gosto do Eckenberger.
Dia jururu. Sabe quando você acorda e se arrepende de ter levantado da cama? Assim ia meu dia, até que finalmente criei coragem e fui ao encontro com o Eckenberger. Já na entrada no Museu fiquei encantada com o jardim. (Vou casar no jardim do museu! Pretendentes se escalem!) Poucos passos a frente encontro o esposo de uma prima e seus dois filhinhos brincando. Cena linda: jardim lindo, crianças brincando, tava me sentindo num filme europeu...rs.. é que filme europeu tem esa temática...rs Enfim. Descubro onde é a entrada para a exposição e logo na porta um aviso: Não recomendado para menores de 18 anos. Não dei muita importância. Entrei.
A primeira sensação foi de puro contemplar estético. Falo sério. Sabe quando você percebe uma coisa realmente bonita? Tive essa sensação, mesmo se ao longo da exposição eu não tenha gosyado de tudo. Mas essa primeira sala, quero falar sobre ela. Ao meu lado esquerdo tinha uma gravura em preto e branco de bonecas. Várias bonecas. Não entendi o porque do não recomendado para menores de idade. Comecei a olhar com mais atenção as bonecas e fui percebendo que elas se relacionavam de forma sexual. As bonecas sempre nuas (uso bonecas para homem e mulheres) e muitas vezes em atos sexuais. Agora eu entendi por que era para indicado para maiores de 18 anos: Será que as duas criancinhas tinham entrado na amostra?????
Fiquei na curiosidade. O Eckenberger é um argentino que mora aqui em Salvador e que trabalha com milhares de técnicas. Esculturas, cerâmica, tecido, gravuras, pinturas... O que mais me encatou, semrpe com a temática das bonecas pervertidas foram os tapetes em tecido. Lindo! um ar de teatro decadente. Um mistério, uma felicidade por de trás daquelas bonecas. As cores vivas, os diferente tecidos. Uma idéia de diversão. Diversão decadente. Um pouco como a burguesia. Era sobre isso que ele falava.
Enfim. A experiência estética. Peguei uma disciplina na faculdade sobre esse tema. Dizia que cria uma sensação de perda de tempo e um estado de "transe". Muito interessante por que exemplificava essas situações através de pinturas realistas, como a Monalisa, onde a simetria, a estética eram perfeitas. Não acho que podemos explicar essa situação dessa forma. Nem dizer que a Monalisa provoca isso em todos. Eu mesma, prefiro o estranho. Não gosto de pinturas realistas. Gosto dos irreverentes, dos coloridos, dos sonhadores. Gosto do Miró. Gosto do Gaudí. Gosto muito do Hundertwasser (porcurem sobre ele, vale a pena!). E agora gosto do Eckenberger.
domingo, 18 de maio de 2008
sábado, 17 de maio de 2008
Insônia
A porta bate. O cachorro late. O leite no copo é com chocolate. A insônia bate.
Essa bate e fica. E fica... e fica...
Hoje com o Orkut me sinto mais acompanhada durante minha insônia. Parece que todos estão ali acordados comigo. Mas não estão. Não posso conversar com eles sobre os pensamentos que invadem minha cabeça. Não posso contar a eles a alegria das descobertas que fiz hoje. Não posso contar histórias incríveis, e piadas absurdamente sem graças.
É tarde. Ninguém me escuta.
As horas passam. O dia amanhace e só então o sono vem. Chega para dizer que terminou essa história de sonhar acordado... fim da insônia.
Essa bate e fica. E fica... e fica...
Hoje com o Orkut me sinto mais acompanhada durante minha insônia. Parece que todos estão ali acordados comigo. Mas não estão. Não posso conversar com eles sobre os pensamentos que invadem minha cabeça. Não posso contar a eles a alegria das descobertas que fiz hoje. Não posso contar histórias incríveis, e piadas absurdamente sem graças.
É tarde. Ninguém me escuta.
As horas passam. O dia amanhace e só então o sono vem. Chega para dizer que terminou essa história de sonhar acordado... fim da insônia.
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Post inacabado...
A televisão. Desde pequena sempre gostei muito de televisão. Assistir televisão é uma atividade agradabilíssima: você não precisa se mexer, não sua, fica atento àquela quantidade infinita de cores e sons e ainda por cima, se diverte! Fantástico! Quando fui crescendo descobri o cinema. Por que assim, quando eu era pequena eu não gostava de cinema. Enquanto vocês iam ver o Rei Leão com seus pais, os meus me levavam para o cinema do baiano para ver filme francês. Não gosto de filme francês. Traumatizei.
Hoje gosto muito de cinema, e menos de televisão. Acho que, a televisão é gerida por um grupo (nao sei se da CIA ou FBI) que quer nos emburrecer. Verdade. Não se trata de teoria da conspiração. Podemos ver todos os dias as baboseiras que passam na nossa TV, salvo alguns programas. Essa semana descobri o CQC. (Programa da bandeirantes) Recomendo. Jornalismo e humor numa boa dosagem.
Tinha mais coisas para falar... pensei em várias coisas aliás... mas o sono bateu, a preguiça chegou...
Uma boa noite. Me lembrem depois de contar as descobertas sobre outros moleskines.
Hoje gosto muito de cinema, e menos de televisão. Acho que, a televisão é gerida por um grupo (nao sei se da CIA ou FBI) que quer nos emburrecer. Verdade. Não se trata de teoria da conspiração. Podemos ver todos os dias as baboseiras que passam na nossa TV, salvo alguns programas. Essa semana descobri o CQC. (Programa da bandeirantes) Recomendo. Jornalismo e humor numa boa dosagem.
Tinha mais coisas para falar... pensei em várias coisas aliás... mas o sono bateu, a preguiça chegou...
Uma boa noite. Me lembrem depois de contar as descobertas sobre outros moleskines.
sexta-feira, 9 de maio de 2008
Conhecer o Lula.
Sempre tive vontade de conhecer o Lula.
Fui criada por pais Lulistas ( favor não confundir com Petistas) que me colocavam para dormir com histórinhas do Lula Noel. Saudades do Lula Noel... Todo de vermelho, ele entrava pela chaminé da minha casa, me encontrava na sala e dizia: companheira Renata...
Quando descobri que o Lula tinha apenas 4 dedos numa mão passei a andar com um dedo meu dobrado para imitar ele. Me parecia muito mais interessante ter 9 dedos ao invés de 10.
Quando alcancei a maioridade o Lula finalmente alcançou o poder. Sincronia. Foi um momento importante para nós dois. Mas aí o meu herói se tornou mais real, assim como a vida, e começou a ser alvo de críticas. Deixou de ser o Lula Noel das crianças e passou a ser só Lula, o presidente.
Falo sobre isso por que hoje vou a Brasília. Vou tentar realizar meu sonho de conhecer o Lula. Ja peguei endereço, contato de telefone, mas acho que não será uma tarefa fácil, ele anda muito ocupado. Espero encontrar ele, nem que seja por acaso, ao cruzar a rua e ouvir ele gritar: - Como vai a Bahia companheira Renata? Como vai a vida?
A Bahia... a Bahia vai bem, como sempre e a vida vai melhorando, sempre.
Recados para o Lula?
Beijos a todos e bom final de semana!
Lula lá! Brilha uma estrela... Lula lá...
terça-feira, 6 de maio de 2008
Mera ficção.
Entra a paciente.
Nos sentamos. Ela me olha, com os olhos cheio de dúvidas.
- E então?
Começa a chuva. Uma chuva de informações e perguntas que caem sobre minha cabeça e que por um instante tomam meu ar. Quase me afogo.
- Mas o que você acha disso tudo?
O que eu acho? Ela me perguntou o que eu acho? Veio o desespero. Como posso eu dizer o que acho? O que será que eu acho mesmo?
- O que eu acho sobre o que?
- Sobre as pessoas.
Me respondeu. Ahhhh sobre as pessoas... Outra chuva. Chuva de dúvidas minhas. Chuva de incertezas, de não respostas, de desconforto. Será que respondo?
- O que VOCÊ acha sobre as pessoas?
Perguntei. Devolvi. Devolvi não apenas por que Freud me manda devolver, mas por que não queria enfrentar minha resposta, queria encontrar conforto na resposta dela.
15 minutos. 15 minutos de silêncio. Tic tac tic tac. Nenhuma resposta. Meus olhos já sem graça desviavam seu olhar. Não conseguia sustentar mais aquele silêncio, mas não me daria por vencida, queria que ela desse o braço a torcer e falasse. Responde. Responde.
- Acho que tenho medo das pessoas.
Iuuuuupppiiii!!! Resposta correta. Tive a resposta que queria e a certeza que não era a única no mundo a ter aquele sentimento.
- Vamos ficar por aqui hoje.
Nos sentamos. Ela me olha, com os olhos cheio de dúvidas.
- E então?
Começa a chuva. Uma chuva de informações e perguntas que caem sobre minha cabeça e que por um instante tomam meu ar. Quase me afogo.
- Mas o que você acha disso tudo?
O que eu acho? Ela me perguntou o que eu acho? Veio o desespero. Como posso eu dizer o que acho? O que será que eu acho mesmo?
- O que eu acho sobre o que?
- Sobre as pessoas.
Me respondeu. Ahhhh sobre as pessoas... Outra chuva. Chuva de dúvidas minhas. Chuva de incertezas, de não respostas, de desconforto. Será que respondo?
- O que VOCÊ acha sobre as pessoas?
Perguntei. Devolvi. Devolvi não apenas por que Freud me manda devolver, mas por que não queria enfrentar minha resposta, queria encontrar conforto na resposta dela.
15 minutos. 15 minutos de silêncio. Tic tac tic tac. Nenhuma resposta. Meus olhos já sem graça desviavam seu olhar. Não conseguia sustentar mais aquele silêncio, mas não me daria por vencida, queria que ela desse o braço a torcer e falasse. Responde. Responde.
- Acho que tenho medo das pessoas.
Iuuuuupppiiii!!! Resposta correta. Tive a resposta que queria e a certeza que não era a única no mundo a ter aquele sentimento.
- Vamos ficar por aqui hoje.
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