quinta-feira, 22 de maio de 2008

Vamos falar sobre o que?

Escuridão. Alguém cruza o palco correndo. Trata-se de um teatro. As luzes de acendem. Ninguém no palco. Escuridão. Novamente alguém cruza correndo o palco. Luzes. Ninguém. Escuridão. Mais uma vez. Alguém corre. Luzes. Alguém no palco. A atriz ofegante fita a platéia. Escuridão. Luzes. Dois atores começam a desenhar no palco, com fita isolante ou qualquer coisa parecida, um quadrado. Escuridão. Luzes. A atriz esta dentro do quadrado, presa com um cabo de aço. Comporta-se como se fosse um cubo, uma jaula, uma prisão. O cabo de aço a faz flutuar, Os dois atores voltam em cena. Cumprimentam-se. A ignoram. Ela grita. Eles não escutam, ou pelo menos fingem não escutar.

A atriz começa a falar um monólogo. Não sei dizer sobre o que se trata o monólogo. Os outros dois, os atores, que podem ser duas mulheres, ou dois homens, tanto faz, fazem uma seqüência de atividades rotineiras. Quando termina o monólogo eles param. Olham-se. Não a enxergam, correm para se abraçar, invadem o quadrado e espremem-na no meio. As luzes se apagam.

Voltam as luzes. Ela está no chão deitada. Dentro do quadrado. Parece morta, ou desmaiada. Ao lado do seu quadrado vê-se outro quadrado. Existe um ator dentro dele. Ele a observa. Grita. Ela não responde nem se move. Ele cai no chão. Os olhos dela se abrem. Eles se vêm. Se fitam. Ele também tem um cabo de aço. Como uma coreografia eles lutam dentro de suas caixas. Ambos divagam sobre um assunto desconhecido até então.



...

2 comentários:

Ramon Pinillos Prates disse...

Isso é algo q vc viveu, viu ou simplesmente escreveu?
hehehehehe

Omelete Man disse...

Todo mundo comigo!!
ADO
A-ADO
CADA UM NO SEU QUADRADO...