terça-feira, 20 de maio de 2008

A experiência artística

Hoje fui pela primeira vez ao museu Rodin. Estava programando isso há semanas, desde que vi um cartão postal divulgando a exposição presente: Eckenberger. Nunca tinha ouvido falar. Não sabia se era brasileiro, europeu, americano ou argelino. Mas as imagens do postal eram suficientemente atraentes para eu marcar esse encontro comigo mesma. Tudo que sabia é que ele trabalhava com bonecas. Basta.
Dia jururu. Sabe quando você acorda e se arrepende de ter levantado da cama? Assim ia meu dia, até que finalmente criei coragem e fui ao encontro com o Eckenberger. Já na entrada no Museu fiquei encantada com o jardim. (Vou casar no jardim do museu! Pretendentes se escalem!) Poucos passos a frente encontro o esposo de uma prima e seus dois filhinhos brincando. Cena linda: jardim lindo, crianças brincando, tava me sentindo num filme europeu...rs.. é que filme europeu tem esa temática...rs Enfim. Descubro onde é a entrada para a exposição e logo na porta um aviso: Não recomendado para menores de 18 anos. Não dei muita importância. Entrei.
A primeira sensação foi de puro contemplar estético. Falo sério. Sabe quando você percebe uma coisa realmente bonita? Tive essa sensação, mesmo se ao longo da exposição eu não tenha gosyado de tudo. Mas essa primeira sala, quero falar sobre ela. Ao meu lado esquerdo tinha uma gravura em preto e branco de bonecas. Várias bonecas. Não entendi o porque do não recomendado para menores de idade. Comecei a olhar com mais atenção as bonecas e fui percebendo que elas se relacionavam de forma sexual. As bonecas sempre nuas (uso bonecas para homem e mulheres) e muitas vezes em atos sexuais. Agora eu entendi por que era para indicado para maiores de 18 anos: Será que as duas criancinhas tinham entrado na amostra?????
Fiquei na curiosidade. O Eckenberger é um argentino que mora aqui em Salvador e que trabalha com milhares de técnicas. Esculturas, cerâmica, tecido, gravuras, pinturas... O que mais me encatou, semrpe com a temática das bonecas pervertidas foram os tapetes em tecido. Lindo! um ar de teatro decadente. Um mistério, uma felicidade por de trás daquelas bonecas. As cores vivas, os diferente tecidos. Uma idéia de diversão. Diversão decadente. Um pouco como a burguesia. Era sobre isso que ele falava.
Enfim. A experiência estética. Peguei uma disciplina na faculdade sobre esse tema. Dizia que cria uma sensação de perda de tempo e um estado de "transe". Muito interessante por que exemplificava essas situações através de pinturas realistas, como a Monalisa, onde a simetria, a estética eram perfeitas. Não acho que podemos explicar essa situação dessa forma. Nem dizer que a Monalisa provoca isso em todos. Eu mesma, prefiro o estranho. Não gosto de pinturas realistas. Gosto dos irreverentes, dos coloridos, dos sonhadores. Gosto do Miró. Gosto do Gaudí. Gosto muito do Hundertwasser (porcurem sobre ele, vale a pena!). E agora gosto do Eckenberger.

2 comentários:

Ramon Pinillos Prates disse...

A entrada do museu Rodin é bem bonita mesmo, minha namorada trabalhou lá quando inaugurou.

Quanto ao casamento, lá no Museu Henriqueta Catarino (instituto feminino) é bem melhor e mais preparado para casamentos.

Quanto a ser um pretendente, quem sabe se fosse tempos atrás, agora eu sou um homem sério e comprometido.

hahahahahahahaha

beijos

Omelete Man disse...

Minha irmã tb colocava as barbies e os kens dela para darem uma transadinha...