sábado, 28 de junho de 2008

Umbiguidades

Uma aula.
É uma experiência de descoberta das possibilidades do corpo, da voz, da imaginação.
Como é importante a voz! Me dei conta disso nessa peça. A voz muda o corpo, a intenção a personagem. Me encantei com as possibilidades.
Saí pensando no que eu poderia fazer com a minha voz...

... Tenho muito o que aprender...

Ps: Um dia após um espetáculo que fiz minha mãe me olha e diz: Ninha você é muito boa, mas devia ir num fonoaudiólogo, por que sua voz estraga.
Coitados de nós roucos. Sempre mal compreendidos...

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Papel Higiênico Literário

Um dia conversava com um amigo sobre as coisas incríveis que descobrimos na internet. Me contava todo animado do inovador produto que tinha descoberto: o papel higiênico literário. Era uma reprodução literária em um papel higiêncio, assim você lia antes de fazer a "caca". Discutiamos sobre os problemas que aquilo acarretava, por exemplo, alguém usar o capítulo final do livro, ou alguém espirrar na página que te faltava ler.. enfim, uma séria de problemas existentes numa casa com mais de um morador e um rolo de papel higiênico.

Hoje me lembrei disso, por que o JORNAL NACIONAL resolveu mostrar para o Brasil a descoberta do meu amigo (sem dar os créditos a ele..tsc). E solucionou várias questões! Primeiro, que não podem ser livros, só poemas ou passagens de livros. A invenção é de um grupo de TEATRO da Espanha!

Sim! Grupo de TEATRO! Montaram um espetáculo sobre um homem que queria difundir a cultura e fazia justamente isso! Escrevia em rolo de papel higiênico. A empresa é pequena. Imprimem em impressora normal (a tinta não deve ser antialérgica. Por isso, bumbuns sensíveis, cuidado!) cerca de 200 rolos por dia! E o maior comprador deles, depois da espanha eles, é o BRASIL! Somos um povo de cultura até no banheiro!


FOLHA ONLINE
Esse site traz a notícia em detalhe!




Eta vidinha criativa

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Os balões da minha vó.

Sei que soltar balão é crime. Que pode causar incêndios, acabar com a floresta amzônica é até matar. Mas os da minha vó não...

Cresci soltando balão nas festas juninas na Barra Avenida, ou em Jauá. No início tudo era feito por minha vó, que colava cada folha de papel... (como se chamava mesmo o papel??). Enfim! Não importa.

Quando foi ficando mais velinha, foi delegando atividades aos seus filhos baloeiros. Tia Bebel ficou com os papéis e papai com a casa de máquinas, ou seja, a bucha. Palha de coco seco, deixa de molho no querozene, e na hora é so colocar fogo. até eu aprendi a receita.
Cada um segura uma ponta do balão. Acende a buxa e abaixa o balão para que ele ganhe força. Ao final do contar solta-se o balão e com ele se vão os olhos, acompanhando aquela bolinha de fogo no céu.

Nunca queimamos a floresta amazônica e nem mesmo a mata atlântica. Nenhum incêndio, nem mortos, nem feridos. Apenas um pequeno balão, cheio de espectativas, cheio que vontade, que voa pelo céu, cheio de sonhos.



UM FELIZ SÃO JOÃO A TODOS!

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Conversa de papagaios...

" - Ta dormindo loro? é...cinco horas da manhã já tá cantando. Tem que cuidar das cordas vocais! Né loro lindo? Loro gostoso! Que loro gostoso! Que delícia!"
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"- Loro!Loro!"
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"- Vai loro! Assim!"




Sabe-se lá o que aconteceu...

sexta-feira, 13 de junho de 2008

O Jackson do Pandeiro

Procurei loucamente o CD do Jasckson do Pandeiro para ouvir enquanto escrevia. Nao encontrei. O Jackson agora é o mais novo amigo de meu pai. Sabem por que nao encontrei? Por que ele levou o CD para ouvir no carro. Meu pai é como eu, ou eu sou como ele, quando temos um brinquedinho novo, ou fazemos uma grande descoberta ficamos super orgulhosos, mostrando para todo mundo. Ontem ele me mostrou o CD do Jacskon. Gostei do brinquedinho! Disse ele: "É um cronista!" (Só quem conhece P.O. sabe o entusiasmo dele ao dizer essa frase.)

Tá aí, eu diria que o Jackson canta músicas cotidianas. Como eu nao achei o CD, coloquei entao o Cartola. Esse é outro, fantástico. Mas o Cd do Jackson que P.O. descobriu era mais alegre que esse do Cartola.

Enfim. Final de semestre. A Bruxa solta. O computador quebra. O prazo chega. A nota na prova passada foi ruim. E a cara de pau vem escrever divagaçoes...




Eta vidinha...

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Adam Green

Conheci o Adam Green na Gilfa. Uma simpática livraria-café na italia, com pisos preto e brancos, paredes vermelhas, e móveis tranzados. O café era bom, as pessoas simpáticas e a música boa. Adam Green. Naquela época cheguei a procurar no oráculo algumas informações sobre ele. Escutei algumas músicas, mas com o tempo o esqueci um pouco. Então veio o filme Juno (filme que por sinal gosto muito) e fiquei fissurada pela trilha sonora. Até tentar tocar no violão eu tentei, mas não consegui o objetivo almejado, que não caso não era o violão, era outra coisa, enfim, não vem ao caso.

Continuando... reencontrei o Adam Green. Ele compôs parte das múscias do filme. Descobri então que ele tem uma banda chamada Moldy Peaches com uma outra cantora tão Freak quanto ele. agora não em recordo o nome.... bem, hoje tava aqui vasculhando a net (ao invés de escrever sobre a questão feminina) e descobri esse vídeo de uma de suas músicas: Carolina. (Quanta gente fala sobre a carolina! Sobre a Renata só o Chico e o Latino...)







Carolina (tradução)
Adam Green


Carolina, ela é do Texas
Tijolos vermelhos pingam de sua vagina
Oh, seus beiços tem gosto de navio afundado
Mas os peitos dela têm gosto de café da manhã
Aquela é a mão dela agora na torneira de meia
Enchida com lágrimas brancas da loja de economia(?)
Ela é uma monstruosidade no seu vestido vermelho
Eu sou o fantasma do falecimento dela quando ela disse
Dá nossas vidas de volta
Larga ele Carolina
Tudo tá uma beleza
Reencha minha prescrição
Até a próxima vez
Eu fiquei tão perdido dentro do quarto dentro da minha cabeça
Presidente da Califórnia
Corri muito, tô cansado
Dotoesvesqui, Fabinho Moretti
Anti-séptico, lisonjeado
Aquela é a mão dela agora na torneira de meia
Enchida com lágrimas brancas da loja de economia(?)
Ela é uma monstruosidade no seu vestido vermelho
Eu sou o fantasma do falecimento dela quando ela disse
Dá nossas vidas de volta
Larga ele Carolina
Tudo tá uma belezaReencha minha prescrição
Até a próxima vez
Eu fiquei tão perdido dentro do quarto dentro da minha cabeça
Boa noite, coração doce
Voando alto em controle de nascimento
Ela sabe, a gravidez vai mostrar
Que ela cheira bem, quando você olha duas vezes
Quem é teu namorado? Carolina
E é, boa noite, coração doce
Voando alto em controle de nascimento
Ela sabe , as rejeições nos seus osso
Carolina, ela é do Texas
Tijolos vermelhos pingam de sua vagina
Carolina
Carolina
Carolina



Bem, depois dessa letra maravilhosa... Acho que prefiro ficar com a visão do Chico sobre a Renata..

terça-feira, 10 de junho de 2008

O papagaio do meu vizinho...

Adoro os animais. Alguns eu prefiro longe de mim, outros tenho mais simpatia. Gosto dos cachorros, dos peixes, sou mais próxima aos gatos, mas não sou muito chegada aos pássaros. Não me entendam mal. Acho os pássaros lindos! Mas tenho um pouco de aflição de pegar num pássaro, ou ver ele preso na gaiola, pior ainda quando ele entra em casa e fica se debatendo nas paredes.


São as asas.


Há algo nas asas que me causa uma certa aflição. Toda a mecânica de voar também... será que não cansa ficar batendo aquelas asas? Enfim... mas o que me leva a escrever hoje não são as asas do papagaio do vizinho, mas sim a própria existência dele.

A casa do vizinho é colada na minha, mais precisamente no meu quarto. Ou seja, o simpático papagaio está praticamente dentro do meu aposento. Há algum tempo atrás ele tinha a simpática mania de cantarolar o "ilariê da Xuxa". Eu acordava todo dia com aquela música infernal cantada por um bicho! De bicho bastava a Xuxa! E quando ele esquecia um pedaço vinha a voz de alguém daquela casa ajudando ele e ensinando outra parte! Pu** que pariu! Não bastava aquele trecho "Ilari ilari ê... oh oh oh" ainda tinham que ensinar mais?


Passado o período mais grave daquela influência musical. O meu querido amigo ave, resolveu assoviar (assobiar?) o hino nacional. Fiquei impressionada com seu desempenho. Eu e os moradores da casa dele. Era um tal de louro lindo para cá e para lá, um tal de assoviar junto com ele... e o pássaro sempre gritando um tal de Marcel, Marcel...

Há algum tempo já não ouvia mais o papagaio. Achei que as minha preces para que ele fugisse daquela casa, ou que ficasse rouco, ou tive um problema no coração tinham sido atendidas. Doce ilusão. Hoje ouvi uma conversa de uma mulher com o louro: " Louro gostoso!" " Cadê meu lindo?" Fiquei um pouco preocupada, imaginando o que aquela mulher não fazia com o papagaio. Ela ou o Marcel, de quem ele parecia gostar tanto...rss



Eta vidinha animal....

domingo, 8 de junho de 2008

O jogo do Se...

Para ser ator é assim:
Tem que imaginar
Tem que fantasiar
E se fosse eu?
Como seria?
E se alguém entrasse agora?
O que eu faria?
.
.
.
.
.
Não consigo me desvencilhar desse jogo na vida real ...
Imaginando a vida se nada tivesse acontecido...

Volto ao meu primeiro post.

Curiosamente resolvi reler o meu primeiro post. Percebi como as coisas são cíclicas. Me encontro agora com as mesmas questões daquele momento: a busca do meu objeto. Dessa vez tenho que produzir forçadamente um texto para a disciplina que naquele tempo chamou minha atenção: A questão feminina. No entanto, fica difícil definir esse objeto sobre o qual devo escrever, pior de tudo, que devo escolher, criar, discorrer, analisar e todos os outros processos das ciências humanas.
Aos poucos acho que fui definindo melhor sobre o que escreverei: As mulheres nas artes. Não consigo fugir do tema. Aliás na verdade, é o tema que não foge de mim. Está por todos os lados. O bichinho da arte me persegue incontrolavelmente. Sejam pinturas, músicas, teatro, cinema...
Essa semana, ou melhor, esse final de semana, me chamou atenção as personagens cotidianas. Explico melhor: pessoas que sairam de filmes e foram jogadas na vida real sem explicação. Uma violência a essas personagens!
Fui com um amigo a um negócio e lá encontramos um vendedor. Minha primeira impressão dessa pessoas foi justamente aquela sensação da experiência artística que falei um tempo atrás.
Primeiro um extranhamento, depois fui me acostumando com a imagem e reconhecendo: um personagem de Almodóvar. Sim. Imaginem comigo: um homem com uns 53 anos, de barba branca, cabelos loiros e grandes até o ombro, porém rarefeito (licença poética), com argolas douradas, aneis dourados e unhas feitas. Não se trata apenas de um julgamento estético, sua auação também era digna do diretor espanhol.
Concluí também esses dias que as cantoras de Axé também coitadas foram tiradas do cinema. Nesse caso não pela aparência, mas elas são super excitadas! Na minha aula de dança tem uma cantora de axé (não insistam, eu não direi nomes!) e a sensação que tenho é que ela veio direto do " Highschool Musical". Pensem. Melhor não pensar em nada.
Outro exemplo: o pessoal da FACOM que saiu dos filmes dos anos 80. "Meu vestido rosa choque", " Curtindo a vida adoidado"... ou então o pessoal que se veste que nem os quadrinhos japoneses. Mangá?
Lembrei também do Bisteca. O Bisteca com certeza saiu de um filme nacional. Tem todas as carcterísticas da personagem mais engraçada. Nunca ta de mal humor, fala pelos cotovelos, diz que sexta feira é dia da traição, bebe e é capaz de fazer tudo que você imaginar. Definitivamente filme nacional e sem necessidade da Fátima Toledo para preparar.
Enfim. As personagens cotidianas... as vezes também me identifico nelas. Gosto da coragem que possuem para manter suas personalidades. Como aparentemente não se importam com os julgamentos alheios. Continuarei atenta aos personagens que passam por mim...
Eta vidinha de cinema...

sexta-feira, 6 de junho de 2008

A criatividade

Me peguei (me peguei?) pensando outro dia... de onde vem a criatividade? (Ainda na minha fase pensadora...rs) e comecei a prestar atençao nas letras das músicas para tentar descobrir de onde vinha a motivaçao: da felicidade e da tristeza. Dos pólos.
Nao se escreve uma musica sobre o cotidiano (so Chico talvez...), sobre as pequenas coisas do dia a dia. Se escreve sobre a dor de perder um amor, sobre nao ser correspondido, sobre amar, sobre encontrar, sobre casar, fazer sexo, etc. Até as músicas de pagode!
Eu até entendi... realmente quando se ama muito ou quando se sofre acho que temos tanto o que dizer que acabamos criando. Nos casos felizes criamos para comemorar e nos tristes meio que para se consolar.
Eu gosto das músicas tristes. Daquelas que você se projeta e chora junto! É muito confortante saber que alguém conseguiu exprimir aquilo que você sente em palavras, ritmos, notas (volto eu as notas...rs), em música. Adoro música. Sempre que tenho que trabalhar um personagem fico viajando nas músicas. Enfim.
Achei algumas influencias musicais para minhas personagens atuais.
Cassandra: Cordel do Fogo Encantado. (qualquer uma. nada de axé music!)
Selminha: Chico.
Renata: Cazuza.






Fico aqui desejando que escutem a música de seu momento.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Compondo o mundo

"- E você como vai?"
"- Vou compondo o mundo..."

Me contava o Professor da FAMEB (hoje) como tinha ficado encantado com aquela expressao que tinha escutado: compondo o mundo. Aquilo me encantou também. Mais do que o mundo, fiquei pensando na vida como uma música e os diferentes ritmos, tempos, acordes que a formam. Pronto. Nessa linha da livre assossiaçao (viva a psicanálise!), voltei a imagem do mundo, e me questionei o papel de cada um nessa composiçao. Difícil. Difícil ter respostas sobre isso. É aquela velha pergunta: o que viemos fazer aqui?
Angustia. Vixe! Me causa uma angustia esse tipo de questionamento. Por isso que a psicologia me incomoda. É um curso que nao me deixa viver sem me implicar, sem me questionar, e nao me permite viver de forma ignorante e leve. Dois lados da mesma moeda. Adoro ser um ser tao pensante ao mesmo tempo que sofro muito com isso.
Ai pronto. Pensando, pensando, pensando, questionei novamente isso aqui. Esse blog, o que escrevo, para quem escrevo... Nesse caso eu ao menos acho que cheguei em algum tipo de resposta:


ESCREVO. Para que no meio de tantas notas a minha cause impressao a alguém. Para que o meu som seja escutado. Para nao passar despercebida no meio de tantas notas.


Por isso mantenho e nao desisto (como nao desisti dos meus piercings..rs.. a orelha ja necrosando... mas eu mantive eles!).


Eta menina insistente!

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Fim da novela das oito


Final de semana com direito a final de novela.
Embora o Brasil inteiro estivesse ligado no casamento coletivo da Portelinha, a novela a que me refiro nao tem título certo mas retrata as aventuras da casa 1132 e seus moradores. Minha família, meus irmaos. Assim como a novela da globo, a nossa história teve direito a casamento e claro, final feliz! Um "misto" traditional baiano jewish wedding. Com direito a tudo que uma mista família jewish tem direito: dança da cadeira, música judaica, strudel, banda, família bêbada e noivo acabado no final da festa. Os casamentos dos meus irmaos foram as minhas festas preferidas. Nao tanto pelo significado, para mim era sempre um saindo de casa (uma brincadeira a menos, uma pirraça a menos, um querido longe) mas pela diversao. Pergunte a qualquer um frequentador de uma festa Berenstein de Azevedo. Ninguém fica parado. E mesmo quando parece que tudo acabou, tem sempre uma ceninha final fechando a noite. A dessa foi a "costela quebrada" do noivo. Jurava ele que tinha quebrado a costela. Para a felicidade da noiva, da lua de mel e de todos nós, nao passou de um susto!
Hoje a casa ainda está cheia, mas ao longo da semana volta a realidade, e a estreia da próxima novela: ser filha única. Capítulos novos, com propaganda que promete drama e diversao. Sentirei saudades dos meus mosqueteiros, dos meus cavalheiros, mas certa que cada encontro será de muita diversao.

Pela primeira vez posto uma foto. Mas essa com gosto de quero mais, mesmo sabendo que agora só no meu...rs... vamos esperar...rs


Eta vidinha de novela...

Ah! Quanto ao final da novela Duas Caras... nada a declarar