segunda-feira, 28 de abril de 2008

Para ler...

Ela parou em frente a estante e começou a procurar. Estava ali. Era um livro antigo, que já tinha começado a ler outras vezes, mas sempre interrompia no início a história. Dessa vez estava decidida a ler todas as folhas.

Sentou-se na melhor poltrona que tinha em casa. Respirou fundo e abriu o livro. já de início foi fisgada, tinha se esquecido como era bom o início da história. Aos poucos, o enredo foi ficando denso, as horas passavam e seu encontro entrava pela madrugada. Era longo o livro, foram vários os encontros na madrugada. Gostava tanto do livro que não queria que ele acabasse, e por isso deixou de encontrá-lo todas as noites, para que cada encontro fosse mais especial.

Há muito tempo que a pequena leitora não desfrutava daquela sensação. Já não fazem livros bons como antigamente. Mas de repente, esse se abria e se mostrava cada vez mais interessante. Perguntei certa feita o que ela via de tão bom nesse livro. Abriu um sorriso e disse que que ao mesmo tempo e que era doce e suave arrancava gargalhadas suas e ao fim de cada capítulo deixava um tom de mistério. Como boa estudante de psicologia pedi que falasse mais sobre aquilo e a pequena disse que não saberia explicar melhor o encantamento e o medo que sentia do livro.




Fiquei pensando sobre aquilo... e fiquei com vontade de encontrar um livro tão bom...



Muitas coisas para ler...

















quinta-feira, 24 de abril de 2008

terça-feira, 22 de abril de 2008

De boa...

Família reunida. Jantar de Pessach (páscoa judaica). Na mesa Goim (uma forma carinhosa de chamar os não-judeus) e Judeus. Cena típica de filme. O clima não é nada religioso. E alguns ali talvez nem tenham tanta certeza sobre o que se comemora.
Um filho coloca uma kipá. Diante do gesto a mãe sai correndo em busca de kipá para todo mundo. Trata-se de um jantar religioso. Na mesa o vinho, matzot e Chrein. Começa o jantar. Cadê a benção do vinho? Cadê a benção do matzot? Cadê a criança que perguntará o que etsamos comemorando? Cadê o prato de Elijah ? Hunf! Mais um jantar judaico marcado apenas pelo seu menu...rs...que alias não varia de acordo com a festividade, não em minha casa.
Embora pouco, bem pouco, tá bom, sem caráter religioso, não deixa de ser uma festa judaica, numa família também judaica com suas ressalvas. Assistam " Tango de Rashevski" entenderão minha família.

Enfim, tudo isso para dizer que tendo de fundo esse contexto, estava eu sentada na mesa das crianças ( mesa na qual eu sou a criança menor) e comentando sobre a prova das roskas que serão servidas no casamento (coisa chique!) quando disse: Eu bebi ontem mas fiquei DE BOA!

De boa? Quem fala isso para a família? De boa? Alvo para pirraças durante os próximos 20 anos, que dizer, 20 Seder de pessach.

Desejo a todos um bom Pessach, que fiquem de boa e que sejam felizes...

sábado, 19 de abril de 2008

Cassandra

Meu objeto de angústia atual tem nome: Cassandra.
Não. Não se trata de uma amiga mal caráter, ou minha chefa (alias, eu nem tenho emprego). Trata-se da personagem Grega que irei representar.
Sabe quando as coisas pegam no seu ponto fraco? É Cassandra para mim.
Nunca tive muita noção de como um personagem podia mexer com um ator... Hoje acho que tem algo a ver com os limites, quando aquele conjunto de comportamentos da personagem ultrapassam, ou desviam-se dos comportamento do ator. Não sei... reflexões...

Outras reflexões... com que dedo vocês apertam o off do celular? Eu num exercício de mímica ontem a noite apertei com o indicador, mas uma migo meu insistiu que era com o polegar... fiquei na dúvida... acho que talvez todos os números do celular sejam apertados com o dedão, né? Que loucura...


Outra reflexão, vocês sabiam que toda a comida do Fran´s Café vem de São Paulo? Assim, o sanduiche ja vem montado, aqui eles só colcam as folhas e o tomate. Agora a pergunta...e por que demora tanto?

Termino esse post mais uma vez sem reler e sem revisar... acho que ele todo não fez muito sentido. What ever!

Eta vidinha...

quarta-feira, 16 de abril de 2008

QUERIDO MOLESKINE...

Querido Moleskine, tenho recebido muitas críticas a seu respeito. Não. Não fique triste. No fundo é tudo culpa minha. Dizem que escrevo tudo errado e nem sequer reviso e formato. Não sabem eles...tudo isso é culpa da minha doença: a alfabetização construtivista.
Quando pequena minha pró nunca corrigia meus erros. Dizia que se para mim as palavras eram escritas daquela forma, então estava correta. Na alfabetização quebrei o braço direito (e sou destra) e até hoje não consigo escrever algumas letras que não aprendi naquela época. Como fui enganda. Hoje na sociedade capitalista e carnívora percebi que meu sonho e minhas palavras eram apenas minhas. Então resolvi aprender outras línguas... que dificuldade... uni a confusão de outros díaletos com a minha doença construtivista. Fiquei disléxica.

Triste fim de uma promissora escritora.... disléxica.

Sem contar que com minha hiperatividade não consigo me concentrar e acertar as teclas das letras do teclado... e a qualidade da minha escrita cibernética só faz piorar...


Triste fim de uma disléxica hiperativa...

sábado, 12 de abril de 2008

O dia em que tudo ganhou cor...

O dia amanheceu e parecia ser apenas mais um dia. As horas passaram, o almoço veio, o compromisso foi comprido,a noite caiu. Parecia o fim de mais um dia. As luzes se apagam. A sirene toca três vezes. Em lugar nenhum toca mais do que três vezes. O silêncio se instaura. E daquela esuridão surge uma luz, uma imagem, corpos e uma beleza jamais vista. Senti aquilo tudo me envolver e como uma criança parecia que nunca tinha visto tal coisa. Talvez por que eu nunca tinha visto tal coisa. Era a magia do teatro. Tive duas horas de encantamento e estupefação. Me sentia parte daquilo, me sentia parte daquele mundo mágico que me envolvia.
Embora ame o teatro, poucos espetáculos me fizeram tão bem. Lembro-me de Don Quixote no Vila velha, devia ter uns 10 anos e aquilo me envolveu de tal forma que ganhei uma paixão para a vida inteira. Depois, Lábaro Estrelado, O Sapato do meu Tio, e recentemente quando estava na Itália "Roma ora 11 ". Com certeza outros espetáculos me marcaram muito, mas esses de uma certa forma me disseram mais, me mostraram algo. Encontrei neles um pequeno amor.
Estou aqui escrevendo sem parar, mas fui tomada por essa sensação e não consiguiria nem explicar. Pode parecer exagero, e deve ser, mas é mais uma daquelas coincidências... quando desanimo com algo vem um coisinha que me dáa mão e me mostra uma nova direção.


Bem, estou meio boba, meio feliz... tudo culpa do teatro.


O QUE? Saudades em terras D´Água
ONDE? SESC Peourinho
QUANDO? Agora domingo e segunda
QUANTO? 6 e 3 reais

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Queremos o retorno da censura!

Precisamos de psicólogos na televisão.
Não que eu esteja pedindo emprego, longe de mim. Mas do jeito que vai nossa televisão e a qualidade dos programas que deixamos nossos filhos assistirem... trata-se de um problema de saúde pública!
Estou pedindo a censura, na verdade das baboseiras que transmitem. Exemplificarei minha indignação:
No vela das sete. Beleza Pura. O Dr. RenatO sai do consultório com uma paciente. A paciente vira para ele e diz:" - o senhor é fantástico. Vim aqui para fazer uma plástica no nariz e o senhor me convenceu a fazer uma lipoaspiração e colocar silicone." O charmoso doutor responde: "- você é maravilhosa e merece sempre mais."

O QUÊÊÊÊ???

Essa novela deve estar sendo patrocinanda por alguma empresa de anestesia geral!
Depois disso o Dr. Renato, vai ao analista. O analista é literalemente um idiota. Estão destruindo a imagem do psicólogo, por que o personagem é um imbecil. Ele deita no divã no lugar do paciente e é mais desequilibrado que o Dr. Renato (ta mais para Dr.1902. Série da E!).

É para isso meus querido que peço a censura! Para qualificar o que chega na nossa TV. Tudo devia passar por uma equipe de psicólogos que diagnosticariam o que faz bem ser assistido ou não. Talvez seja mei radical, mas pelo menos as pessoas deviam ter bom senso e aprenderem de uma vez a não divulgar lixo, porque se nao as pessoas consumirão o lixo.


Levarei ao congresso o meu pedido...

quarta-feira, 9 de abril de 2008

CORPUS CRISIS

Já falei sobre a matéria que pego na faculdade " A questão feminina ", né? Então. Hoje estava eu lá novamente e estavamos discutindo sobre transexualidade. Até que uma colega apresentou uma notícia sobre o assunto. Vejam vocês mesmos!

http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/03/080327_transexualgravido_ba.shtml

Sim, queridos amigos. É legalmente um homem grávido. E embora no fundo sabemos que antes ele era uma mulher, seus aspectos físicos hoje são masculinos. Fiquei imaginando.

Falando em sexualidade, na fisioterapia trouxeram um outro assunto interessante:

http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2008/04/07/pai_filha_chocam_australia_ao_revelar_relacao_filhos-426720377.asp

Sim senhores! O famoso Édipo! Achavam que era lenda, hein? Pois não. No fundo você também desejou seu pai ou sua mãe... admita... risos...

Agora como é que monitoram esses dois para não terem relações sexuais isso eu não sei... rs...

Acho que essa historia me espanata mais do que o homem grávido... Não me assustei tanto, por que Schwarzenegger já tinha interpretado esse papel antes. Schwarznegger.. passou de exterminador do futuro, para homem grávido e prefeito! Isso sim que é mudança sexual!
E João Henrique? Acho que faria bem a ele dar a luz... de parto normal, é claro!




Mais uma vez...eta vidinha psicanalítica.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Eu era talentosa e não sabia...

Quero primeiro dizer que meus títulos são irônicos, tá? Para depois não criar imagens erradas...rs As vezes tenho um humor tão irônico que eu mesma acabo não entendendo a graça.
Darei continuidade aos meus achados e vou postar o segundo texto que produzi na minha infância. Farei alguns comentários...rss

A FLORESTA ENCANTADA
Renata B. de Azevedo

Era uma vez uma floresta encantada.
Essa floresta tinha animais emcantados por-exemplo: leão mágico, onça rosa, etc.
um dia o leão perguntou:
- Quanto é 5 + 9? QUE TIPO DE PERGUNTA É ESSA?
E a onça dise:
- É claro que é 14. PELO MENOS EU SABIA SOMAR
E eles então resolveram comer;
E comerão: carne, batata, sanduiche, etc, e também beberão, guarana, coca-Cola, etc.
Voutaram para casa e foram dormi. VOUTARAM??
No outro dia foram pescar foram na lanchonete e fiseram a farra.
Alem de tudo foram nadar.
Compraram muitas coisas e voutaram para casa.
foram jantar, foram dormi. SINTO UMA CERTA OBSESSÃO POR COMIDA...RS
E sempre a mesma coisa.
E agora quem pergutna é a onça:
Quanto é 6 + 7?
E o leão respondeu:
- Claro que é 13.
e os dois foram passear na floresta.
Na flores ele acharam: Dona Girafa, D. Zebra, D. Elefanta, etc. DEVIA TER APRENDIDO HA POUCO TEMPO O USO DE ETC...RSSS
Quando voultaram disseram:
- Sabem! A gente adorou a história mas nos temos que ir embora.
TCHAU!CURTA E GROSSA NO FINAL...RSS

FIM.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Uma escritora desde pequena...

Existe sempre um cantinho onde guardamos certas coisas para que depois possamos desfrutar dessas memórias. Ontem minha mãe descobriu um pequeno tesouro, dois textos que escrevi em 1992, com 7 ou 8 anos. Vou reproduzir aqui para que desfrutem desse meu talento nato para a escrita. Manterei os erros ortográficos, assim vocês entenderão porque escrevo e falo errado até hoje... heheheh... salve o Girassol...heheh


SALAVDOR. BAHIA 10/7/1992

OS GATOS E A FAMÍLIA DINOLSARO
RENATA BERENSTEIN DE AZEVEDO

Era uma vez um gato chamado TJ.
Ele tinha um amigo chamado CPI do PC.
Eles conhecem uma família de dinossauro, Dino, Fran, Bob, Xarlene e Baby.
Hoje o gato do CPI do PC foi vistar Baby e quando acabou a visita Dino perguntou a Baby:
- Quem estar falando com você?
- Não é a mamãe!!!
Disse Baby.
Ai quando Fran foi passear com baby eles viram mamãe Dinossauro com uma Baby.
Ai beby se apaixonou.
até um belo dia eles foram almoçar na casa de Baby.
Ai baby sentou junto dela e eles comçaram a converssa.
123 e já.
Como você é linda.
Linda demais.
E cantou até ela ir embora.
Ai Fran perguntou:
- Você estava paquerando ela?
-Han! Han!
Disse Baby.
Ai Baby cresceu e casou com ela e eles
VIVERAM FELIZES PARA SEMPRE

THE END.



Obs 1: Como eu era romântica!!
Obs 2: Gato que se chama CPI do PC? (muito politizada também...rs)
Obs 3: Aliás, o que aconteceu como gato?
Obs4: Alguém tem um Baby para em apresentar?

Ai ai...

domingo, 6 de abril de 2008

A inauguração da piscina.

20 anos. Agora em Abril completa 20 anos que moro nesta mesma casa. Não me lembro de quando cheguei, me lembro só de algumas imagens, como a instalação da cortina branca com detalhes rosas no eu quarto. Não me lembro se quis meu quarto rosa. Acho que não. Mas meus móveis eram rosas, pelo menos a escrivaninha era... vixe que lembrança! Lembro também do dia em que minah mãe entrevistou a moça que trabalharia aqui em casa... Celeste o nome dela? Já não trabalha mais.
Então, falava dos 20 anos, porque depois de 20 anos meus pais resolveram construir uma piscina! Meus irmãos todos casados, ou quase, morando fora e agora que somos apenas nós três, uma piscina. Isso me pareceu uma chantagem. Acho que não querem que eu saia de casa...rs... Não tenho do que reclamar (embora mesmo assim eu reclame de qualquer coisa) aliás a piscina é linda e hoje a inauguramos. Churrasco, mozart e piano (por que em casa de intelectual não toca pagode..rs). Muito bom.
Tenho só que contar que quem inaugurou a piscina na verdade foi Kim (minha cadela cocker spainel meio maluquinha) . Ela estav super excitadinha, foi correndo atrás do passarinho 9ela ama e odeia esses passarinhos) tentou freiar mas saiu derrapando no deque e caiu... coitada... rs.

Sonho de criança realizado. Não o quarto rosa, mas a piscina. Sonho de criança.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Jogando papo fora...

Há coisas que me assustam na vida. Sabe quando você encontra alguém que não vê a muito tempo e de repente encontra várias vezes? To passando por isso. E vem uma sensação estranha de : "por que será que isso esta acontecendo?". Tento não porcurar respostas para tudo. Tento. Mas uma vez na Itália isso aconteceu comigo. Logo no primeiro dia que cheguei encontrei uma menina na rua que e ajudou a procurar o hotel. Umas 5 horas depois fui dar uma volta pelo centro da cidade e encontrei ela novamente por acaso. Ou então um paciente de meu analista que encontrei umas 3 vezes em uma semana e fora do consultório, e por acaso!!! Essas coencidências da vida...

Sexta feira a noite, dou fraca, voltei para casa às 22hr. (sem plural, por que uma palavra abreviada não tem plural, sabiam?) Tive duas tentativas frustradas de ir ao teatro. Terminei no Koni. Terminei em casa. Termino aqui.

Lembranças à pegada.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

A sombra do poste

Queria falar sobre o sistema. Isso por que uma semana atras tive que pagar R$ 4,50 de estacionamento por que tinha ultrapassado 2 minuos do limite e ai o sistema cobrou a hora seguinte. tudo culpa o sistema. Depois desse dia, várias pessoas, em situações diversas, vieram justificar algum acontecimento por conta do sistema. E mesmo hoje o sistema foi citado em mais uma aula que tive. Estava certa que discursaria sobre a genialidade de Selton Mello e sua sátira ao Sistema através do seriado O SISTEMA. Estava certa. Até que fui capturada por um cena inacreditável. Capturada mesmo, já que ontem nada atraia meu olhar.
Voltando para casa, no rio Vermelho, perto da Mc Donald´s tinha um ponto de ônibus um poste e uma fila atrás do poste. Pensei: - Poxa! Fila para pegar o ônibus! Estava enganada. O sol. Toda a fila estava na verdade se escondendo do sol atrás da sombra do poste...

Baiano é um povo criativo...
Imagem de foto.
Imagem de cinema.
Imagem da vida.

Em busca de um objeto.

Olho, procuro, penso. O olhar desvia para outro canto, nada aqui também. Olho tudo em volta e não vejo nada. A chuva, a natureza, os pássaros, a piscina nova, nada me parece interessante o suficiente para se tornar objeto: o objeto do meu discurso.
A vida, me disse hoje um colega meu, são discursos. E não deixa de ser. A linguagem, as relações, as palavras ditas e não ditas, os pontos de vista, os silêncios. Os discursos. E nesse raciocínio me lembro também do texto que li para um disciplina, um tanto feminista, chamada "A questão feminina" e que falava da escrita da mulher. E aqui estou eu escrevendo! E como disse a autora, vou marcando nessa tela em branco e no meu corpo os discursos do meu mal-estar, do meu olhar, das minhas relações e acabo usando essa mesma tela, corpo como letra que forma minha palavra. Já não sei se me fiz compreender.
Na procura do objeto me descobri sem objeto mas mesmo assim com a palavra e que de repente serei capaz de escrever e discursar sobre aquilo que não tenho. Aliás, o que é o significante se não a falta?
Eta vidinha psicanalítica...