Entra a paciente.
Nos sentamos. Ela me olha, com os olhos cheio de dúvidas.
- E então?
Começa a chuva. Uma chuva de informações e perguntas que caem sobre minha cabeça e que por um instante tomam meu ar. Quase me afogo.
- Mas o que você acha disso tudo?
O que eu acho? Ela me perguntou o que eu acho? Veio o desespero. Como posso eu dizer o que acho? O que será que eu acho mesmo?
- O que eu acho sobre o que?
- Sobre as pessoas.
Me respondeu. Ahhhh sobre as pessoas... Outra chuva. Chuva de dúvidas minhas. Chuva de incertezas, de não respostas, de desconforto. Será que respondo?
- O que VOCÊ acha sobre as pessoas?
Perguntei. Devolvi. Devolvi não apenas por que Freud me manda devolver, mas por que não queria enfrentar minha resposta, queria encontrar conforto na resposta dela.
15 minutos. 15 minutos de silêncio. Tic tac tic tac. Nenhuma resposta. Meus olhos já sem graça desviavam seu olhar. Não conseguia sustentar mais aquele silêncio, mas não me daria por vencida, queria que ela desse o braço a torcer e falasse. Responde. Responde.
- Acho que tenho medo das pessoas.
Iuuuuupppiiii!!! Resposta correta. Tive a resposta que queria e a certeza que não era a única no mundo a ter aquele sentimento.
- Vamos ficar por aqui hoje.
terça-feira, 6 de maio de 2008
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2 comentários:
Difícil esse seu trabalho hein?
heheheheeh
Eu diria que as pessoas têm medo de mim....
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