quarta-feira, 28 de maio de 2008

O rio vermelho

O acarajé da Dinha nao é a mesma coisa sem a Dinha. (nao usarei o "til" por que ele simplesmente nao existe no teclado desse computador)
O largo continua o mesmo, embora acho que mais vazio. Os bares nao mudaram, os pedintes aperfeiçoaram suas técnicas de aproximaçao e a igreja continua a mesma, sempre fechada. Aliás, nunca entrei naquela igreja. E olhe que mesmo nao sendo catolica, adoro visitar e olhar os detalhes das igrejas: os anjos tortos, a tinta pálida marcando o tempo, uma mistura de riqueza e decadência. Sinto um ar decadente nas igrejas baianas, em algumas ,pelo menos.
Enfim. A praia continua cheia de barquinhos ( barquinho esse que na festa de Yemanja enfrentei para levar uma flor a ela. viva o sincretismo baiano!) e com o enfeite de uma nova escultura viabilizada pelo "Marrom".
Mas o que me chamou atençao nisso tudo, é que o abará da Dinha, que nao é mais dela, nao e o mesmo. Tinha gosto de nada. Faltou tradiçao, faltou peso, cultura. Me pareceu produto de uma franquia, como tantas da Mc Donald´s. Já nao tem Dinha, mas seu nome continua lá para vender a promessa de um acarajé com muita história.



Todo o romance para dizer, que nao gostei do abará da ex-Dinha.
Vou ciscar em outras baianas.

2 comentários:

Ramon Pinillos Prates disse...

É, Dinha não é mais a mesma. Vamos ver se com o tempo a coisa volta ao normal.

E tá usando teclado americano é?

Omelete Man disse...

Eu prefiro Regina...o impacto ia ser muito maior se ela morresse...se a Mc Donalds fechasse as portas então...BIG BEN