domingo, 8 de junho de 2008

Volto ao meu primeiro post.

Curiosamente resolvi reler o meu primeiro post. Percebi como as coisas são cíclicas. Me encontro agora com as mesmas questões daquele momento: a busca do meu objeto. Dessa vez tenho que produzir forçadamente um texto para a disciplina que naquele tempo chamou minha atenção: A questão feminina. No entanto, fica difícil definir esse objeto sobre o qual devo escrever, pior de tudo, que devo escolher, criar, discorrer, analisar e todos os outros processos das ciências humanas.
Aos poucos acho que fui definindo melhor sobre o que escreverei: As mulheres nas artes. Não consigo fugir do tema. Aliás na verdade, é o tema que não foge de mim. Está por todos os lados. O bichinho da arte me persegue incontrolavelmente. Sejam pinturas, músicas, teatro, cinema...
Essa semana, ou melhor, esse final de semana, me chamou atenção as personagens cotidianas. Explico melhor: pessoas que sairam de filmes e foram jogadas na vida real sem explicação. Uma violência a essas personagens!
Fui com um amigo a um negócio e lá encontramos um vendedor. Minha primeira impressão dessa pessoas foi justamente aquela sensação da experiência artística que falei um tempo atrás.
Primeiro um extranhamento, depois fui me acostumando com a imagem e reconhecendo: um personagem de Almodóvar. Sim. Imaginem comigo: um homem com uns 53 anos, de barba branca, cabelos loiros e grandes até o ombro, porém rarefeito (licença poética), com argolas douradas, aneis dourados e unhas feitas. Não se trata apenas de um julgamento estético, sua auação também era digna do diretor espanhol.
Concluí também esses dias que as cantoras de Axé também coitadas foram tiradas do cinema. Nesse caso não pela aparência, mas elas são super excitadas! Na minha aula de dança tem uma cantora de axé (não insistam, eu não direi nomes!) e a sensação que tenho é que ela veio direto do " Highschool Musical". Pensem. Melhor não pensar em nada.
Outro exemplo: o pessoal da FACOM que saiu dos filmes dos anos 80. "Meu vestido rosa choque", " Curtindo a vida adoidado"... ou então o pessoal que se veste que nem os quadrinhos japoneses. Mangá?
Lembrei também do Bisteca. O Bisteca com certeza saiu de um filme nacional. Tem todas as carcterísticas da personagem mais engraçada. Nunca ta de mal humor, fala pelos cotovelos, diz que sexta feira é dia da traição, bebe e é capaz de fazer tudo que você imaginar. Definitivamente filme nacional e sem necessidade da Fátima Toledo para preparar.
Enfim. As personagens cotidianas... as vezes também me identifico nelas. Gosto da coragem que possuem para manter suas personalidades. Como aparentemente não se importam com os julgamentos alheios. Continuarei atenta aos personagens que passam por mim...
Eta vidinha de cinema...

Um comentário:

Omelete Man disse...

A arte não me persegue. Ela me segue.